CASA MOINHO DE VENTO
ARQUITETURA RESIDÊNCIAL
CONSTRUÍDO
CIDADE: CAXIAS DO SUL - RS
ÁREA: 868,49m²
ANO: 2019
AUTORES: ARQ. MATIAS REVELLO VAZQUEZ, ARQ. ANA REVELLO VAZQUEZ
EQUIPE: KELLY KLEWER (designer de interiores) | GLÁUCIA VACCARI TURMINA (designer de interiores) | JULIANO MEZZOMO (estudante arquitetura)
ESTRUTURA: ENG. MAURÍCIO CABERLON
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS: ARQ. ALECSANDER DE CAMPOS
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: ENG. JULIO ALBERTI
OBRA: ARQ. DEIVI STUMPF MAZZOCCHI | ENG. VALMOR TRENTIN
FOTOS: ALCINDO DEDAVID
Implantada em um terreno de 2.000 m², a residência no Condomínio Moinhos de Vento adapta-se à topografia e se abre para a paisagem com discrição. O projeto parte da premissa de que a arquitetura deve potencializar o existente, criando espaços que se relacionem com o entorno de forma respeitosa e duradoura.
A organização espacial se dá por volumes abertos para o exterior e por planos estrategicamente posicionados, capazes de garantir privacidade sem isolar os ambientes. A casa se expande em direção ao terreno, criando transições graduais entre áreas internas, varandas, jardins e espaços de convivência.
A composição volumétrica é marcada pela horizontalidade dos planos de concreto aparente, que reforçam a continuidade com o solo, enquanto planos verticais em madeira ripada introduzem ritmo, textura e equilíbrio. O edifício parece emergir naturalmente do terreno, estabelecendo uma relação de pertencimento ao lugar e respeitando as características topográficas e ambientais do entorno.
O estar com lareira é o ponto de ancoragem de todo o projeto, ocupando posição central e dialogando diretamente com os demais ambientes. Os quartos dos filhos ocupam o segundo piso, com estar próprio, permitindo total independência do restante da casa.
A circulação é fluida e reforçada por eixos visuais que atravessam a casa e conectam interior e exterior. A área social apresenta pé-direito elevado, permitindo a entrada abundante de luz natural por meio de janelas superiores, que funcionam como elementos do tipo shed voltados ao sul, captando uma luz difusa e constante ao longo do dia. O conjunto ainda valoriza a orientação norte, que assegura insolação direta e conforto térmico ao longo do ano.
A escolha dos materiais reafirma o compromisso do projeto com o tempo e o lugar. Concreto aparente, pedra basáltica, madeira natural compõem uma paleta que busca a permanência, evitando excessos e priorizando envelhecer com dignidade. Os muros em taipa de pedra fazem referência à construção vernacular da região.
O projeto faz da relação com o lugar o princípio que organiza a vida cotidiana.












