OAB - SEDE CAXIAS DO SUL
ARQUITETURA INSTITUCIONAL
CONSTRUÍDO
CIDADE: CAXIAS DO SUL - RS
ÁREA: 1.509,84m²
ANO: 2022
AUTORES: ARQ. MATIAS REVELLO VAZQUEZ, ARQ. ANA REVELLO VAZQUEZ
EQUIPE: ARQ. MELINDA DALAGASPARIN | JULIANO MEZZOMO (estudante arquitetura)| ARQ. ELISA ZANOLLA
ESTRUTURA: ENG. MAURÍCIO CABERLON
SUSTENTABILIDADE: ARQ. GREICE PORTAL
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: ENG. JÚLIO ALBERTI
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS /PPCI: ARQ. DEIVI STUMPF MAZZOCCHI
ACÚSTICA: ENG. JEFERSON GONÇALVEZ
DESEMPENHO: ENG. GIVANILDO GARLET
OBRA: EFENGE FONTANA ENGENHARIA | ENG. EDSON LUIS FONTANA
FOTOS: ALCINDO DEDAVID
O projeto para a sede da OAB em Caxias do Sul busca adequar o programa ao seu contexto físico e histórico, enriquecendo a relação do edifício com a cidade e seus usuários. O terreno destinado à construção faz fundos com a antiga Vinícola Antunes, cuja chaminé preservada assumiu papel preponderante nas decisões de implantação. Diante de um lote estreito e com desnível de três metros, optou-se por encostar a edificação na divisa sul e liberar a lateral norte. Essa estratégia cria um respiro visual que permite à chaminé histórica ser apreciada por quem passa pela rua, integrando o patrimônio industrial à paisagem cotidiana.
Como um edifício institucional, a arquitetura deve reafirmar o protagonismo da Ordem junto à sociedade, comunicando suas intenções de forma não verbal. A resposta espacial a essa premissa configura-se em um bloco único de salas administrativas de dois pavimentos, que se eleva do solo para criar uma esplanada de acesso. Este saguão transparente funciona também como um espaço de eventos e encontros. Para acomodar a topografia original, o subsolo ocupa a cota mais baixa do lote, nivelando o pavimento térreo com o passeio público e reforçando a vocação receptiva e democrática da instituição.
A leveza e a tecnicidade do volume superior são alcançadas por meio de um expressivo balanço de 10 metros estruturado em vigas Vierendeel. Essa solução solta a barra construída do chão e garante a continuidade visual pretendida no térreo. A organização interior do edifício parte de um núcleo técnico em concreto armado aparente que concentra a circulação vertical e os apoios hidráulicos, atuando como travamento do sistema. Combinado a uma malha de 7,50 x 5,00 metros, o arranjo libera a laje de pilares intermediários, assegurando plantas livres e uma espacialidade flexível, capaz de se adaptar às demandas atuais e futuras da Ordem.
A materialidade e o tratamento das fachadas traduzem os atributos de solidez, transparência e atemporalidade almejados pelo projeto. Tirando partido dos condicionantes naturais, os fechamentos em vidro permitem iluminação natural e contato visual com o exterior, sendo protegidos da insolação direta por um sistema de brises metálicos. A adoção de materiais duráveis e soluções construtivas racionais busca enobrecer a obra sem gastos supérfluos, assegurando que o edifício mantenha sua representatividade, vanguarda e dignidade estética com o passar do tempo.




















