CASA RIVIERA
ARQUITETURA RESIDÊNCIAL
EM CONSTRUÇÃO
CIDADE: BERTIOGA - SP
ÁREA: 422,10 m²
ANO: 2026
AUTORES: ARQ. MATIAS REVELLO VAZQUEZ, ARQ ANA REVELLO VAZQUEZ, ARQ. TAÍSA FESTUGATO
EQUIPE: KELLY KLEWER (designer de interiores), LUISA FUSTERNAU TOBBER (designer de interiores), ARQ. JULIANO MEZZOMO, ARQ. THAILAN BRAGA.
ESTRUTURA: ENG. CARLOS ROBERTO OKAMOTO
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS: ENG. MAURÍCIO DE OLIVEIRA
OBRA: ARQ. WILSON CECCON | PLENNA ENGENHARIA
Esta casa foi projetada para uma família de origem libanesa, em um condomínio na Riviera de São Lourenço, a partir de uma premissa central: construir uma residência integrada ao exterior sem abrir mão da privacidade.
O partido explora a topografia como estratégia de proteção. No térreo, taludes ajardinados envolvem os ambientes e criam uma condição mais reservada em relação ao entorno imediato. Ao mesmo tempo, essa massa verde contribui para a inércia térmica da casa, ajudando a manter os espaços internos mais frescos nos dias quentes.
Sobre esse embasamento, o pavimento superior foi concebido como um volume metálico leve em estrutura em “V”. A solução reforça a leitura de um corpo suspenso sobre o térreo e cria uma relação de contraste entre a base mais protegida e o volume superior, mais leve e destacado.
No centro da casa, o átrio com espelho-d’água articula relações espaciais e de memória. A presença da água estabelece uma aproximação à arquitetura libanesa, onde pátios e fontes participam da construção para criar frescor. Além de sua dimensão simbólica, o espelho d’água atua como dispositivo ambiental: reflete a luz natural para o interior da casa e contribui para o resfriamento evaporativo dos ambientes. As aberturas altas que percorrem o térreo ampliam esse fluxo contínuo de ar e reforçam a separação visual entre os pavimentos.
No pavimento superior, quatro suítes compõem a área íntima da casa. O estar íntimo faz a ligação com o térreo e estabelece a principal relação desse pavimento com o átrio central, mantendo o vazio como elemento articulador da casa sem expor diretamente os dormitórios.
O térreo, por sua vez, se abre para os fundos do lote, em direção à área de mata de preservação permanente. Nesse limite, a varanda se prolonga até a piscina de borda infinita, criando uma transição entre a área social e a paisagem.
Na cultura libanesa, a cozinha ocupa um lugar central na vida familiar. Por isso, ela foi tratada como protagonista do programa, diretamente conectada à varanda posterior e aos espaços de convivência. Mais do que um ambiente funcional, torna-se o ponto de encontro da casa, onde hospitalidade e cotidiano se articulam.
O projeto transforma a busca por privacidade em uma estratégia espacial e ambiental, fazendo da casa um lugar protegido, mas aberto ao convívio e permanentemente conectado à paisagem.


















