CASA PÁTIO
ARQUITETURA RESIDÊNCIAL
CONSTRUÍDO
CIDADE: CAXIAS DO SUL - RS
ÁREA: 410,63m²
ANO: 2016
AUTORES: ARQ. MATIAS REVELLO VAZQUEZ, ARQ. ANA REVELLO VAZQUEZ
EQUIPE: KELLY KLEWER (designer de interiores) | MELINDA DALAGASPARIN (designer de interiores) | JULIANO MEZZOMO (estudante arquitetura)
ESTRUTURA: ENG. MAURÍCIO CABERLON
INSTALAÇÕES: ENG. ALEXANDRE PEDOTTIE
OBRA: ARQ. LEONARDO GONÇALVES CARVALHO | ARQ. SÉRGIO SCHUMKLER
Projetada para um casal sem filhos na Serra Gaúcha, a Casa Pátio organiza-se em dois pavimentos que acompanham a topografia natural do lote, estratégia adotada para minimizar o impacto da edificação sobre o terreno e preservar as araucárias existentes na propriedade.
O acesso principal ocorre por meio de uma passarela que conduz os moradores diretamente ao pavimento residencial. Aproveitando o declive natural, o nível inferior abriga exclusivamente a garagem e a adega, permitindo que a totalidade dos ambientes de permanência da casa permaneça concentrada em um único plano contínuo.
A implantação estrutura-se em torno de um pátio central que articula os diferentes setores do programa, garantindo fluidez e resguardando a privacidade entre as áreas. Além da função organizadora, o pátio atua como um poço de luz natural que permeia os ambientes internos e integra a vegetação à dinâmica cotidiana da residência. Na porção posterior do lote, toda a área social volta-se para a mata preservada e para o córrego que margeia o limite do terreno, onde grandes panos de vidro estabelecem um diálogo direto com a paisagem natural, em contraste com a fachada frontal, de caráter mais protegido.
A suíte máster ocupa a frente do terreno, tirando partido da cota topográfica para resguardar os interiores das visuais da rua sem a necessidade de fechamentos opacos permanentes. Como elemento de controle solar e de privacidade, a fachada recebeu um painel automatizado em muxarabi de grandes dimensões. A movimentação do painel permite ajustar a relação entre o ambiente íntimo e o exterior ao longo do dia, dinamizando a percepção do volume a partir da via pública.
O closet assume posição de destaque na setorização íntima, sendo dividido em dois segmentos por um jardim de inverno. Esse espaço verde funciona como um filtro de iluminação e separação visual entre os lados feminino e masculino, culminando ao fundo na área da banheira, que atua como ponto de convergência entre ambos.
A resposta às rigorosas condições climáticas da serra reflete-se na escolha dos materiais e sistemas construtivos. As paredes externas adotam uma fachada ventilada em painéis de Viroc, criando uma camada de ar intermediária que funciona como escudo térmico e barreira contra a umidade. Em paralelo, volumes revestidos em taipa de pedra basáltica resgatam a memória da arquitetura vernacular da imigração italiana na região, conectando a linguagem contemporânea da casa às raízes da família e ao seu contexto cultural.
















